World Surf League anuncia mais novidades para o CT 2019

Gabriel Medina

Um novo formato de competição será implantado neste ano nas etapas do World Surf League Championship Tour que pela primeira vez terá igualdade nas premiações e classificação para as Olimpíadas.

Depois de confirmar que o World Surf League Championship Tour 2019 será o primeiro da história com premiações iguais para homens e mulheres, mais uma novidade foi anunciada para este ano no formato de competição das etapas que decidem os títulos mundiais. Elas continuarão sendo disputadas por 36 surfistas na categoria masculina, 18 na feminina e voltarão a ter a fase das oitavas de final com confrontos diretos entre dois atletas. Além disso, os resultados deste ano também serão classificatórios para as Olimpíadas de Tóquio.

Stephanie Gilmore

O novo formato será inaugurado já na etapa de abertura da temporada 2019, o Quiksilver Pro e o Boost Mobile Pro na Gold Coast, que começa no dia 3 de abril na Austrália. As principais mudanças foram nas primeiras fases dos eventos. A quarta rodada masculina e a terceira feminina passarão a ter oito baterias, ou seja, é o retorno das oitavas de final para as duas categorias no World Surf League Championship Tour.

“Buscando sempre continuar evoluindo e melhorando todas as áreas do esporte, fizemos importantes atualizações no formato de competição das etapas do Championship Tour”, disse a CEO da WSL, Sophie Goldschmidt. “Nosso objetivo é elevar ainda mais os níveis de desempenho e mentais dos atletas, ao mesmo tempo visando um maior envolvimento dos fãs. Acreditamos que os confrontos diretos do Round 3 irão gerar uma maior competitividade nos eventos, tornando o formato mais atraente para os telespectadores e o público nas praias”.

As novas atualizações no formato são uma continuação das aplicadas no ano passado, quando foi eliminada a segunda repescagem dos eventos, ou a quinta fase masculina e a quarta fase feminina. Agora, os confrontos diretos entre dois ou duas atletas, vão começar na terceira rodada, seguindo assim em um avanço mais linear até as finais. Além disso, com mais baterias de dois competidores (as), facilita utilizar o sistema “dual heat” com duas baterias acontecendo simultaneamente, proporcionando assim que os eventos tenham mais flexibilidade para realizar a competição nas melhores ondas possíveis.

NOVO FORMATO MASCULINO:

– PRIMEIRA FASE – continuará com doze baterias de três atletas cada. A diferença é que os dois primeiros colocados passarão a avançar direto para os confrontos homem a homem da terceira fase. Antes, era só o vencedor das baterias. Os que ficarem em último lugar, terão outra chance de classificação na segunda fase, ou repescagem.

– SEGUNDA FASE – os doze surfistas que perderem em terceiro lugar na rodada inicial, serão divididos em quatro baterias com três atletas novamente. Antes, eram doze baterias homem a homem na repescagem. Assim como na primeira fase, os dois primeiros colocados avançam para o Round 3 e os quatro que ficarem em último terminarão em 33.o lugar no evento.

– TERCEIRA FASE – os 24 classificados na primeira fase e os 8 que passaram pela segunda, serão divididos em 16 baterias homem a homem. Antes, eram 12 baterias com 24 surfistas nesta terceira rodada, agora serão 32 em 16 baterias. Os vencedores avançam para a quarta fase, ou oitavas de final, enquanto os perdedores são eliminados em 17.o lugar no evento.

– QUARTA FASE – os 16 classificados na terceira fase se enfrentam nas oito baterias da quarta fase, ou oitavas de final. Os vencedores avançam para as quartas de final, com a competição prosseguindo depois com as semifinais e grande final como era antigamente. Os que perderem nesta quarta fase ficam empatados em nono lugar no evento.

NOVO FORMATO FEMININO:

– PRIMEIRA FASE – continuará com seis baterias de três atletas cada. A diferença é que as duas primeiras colocadas passarão a avançar direto para a terceira fase, que na categoria feminina, já serão as oitavas de final. Antes, era só a vencedora das baterias. As que ficarem em último lugar, terão outra chance de classificação na segunda fase, ou repescagem.

– SEGUNDA FASE – as seis surfistas que perderem em terceiro lugar na rodada inicial, serão divididas em duas baterias com três atletas em cada novamente. Antes, essa repescagem tinha seis baterias com duas surfistas. Assim como na primeira fase, as duas melhores em cada avançam para o Round 3 e as duas últimas colocadas terminarão em 17.o lugar no evento.

– TERCEIRA FASE – as 12 classificadas na primeira fase e as 4 que passarem pela segunda, serão divididas em oito baterias na terceira fase, que para as meninas já será oitavas de final. Antes, eram 4 baterias de 3 atletas nesta terceira rodada. As vencedoras avançam para as quartas de final, enquanto as perdedoras são eliminadas em nono lugar no evento.

CLASSIFICAÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS NO CT 2019

O World Surf League Championship Tour 2019 será o principal caminho para os melhores surfistas do mundo conseguirem se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. O ranking mundial no final da temporada determinará 18 das 40 vagas para as Olimpíadas, dez homens e oito mulheres. Os outros 22 serão selecionados em dois eventos organizados pela International Surfing Association (ISA), os Jogos Pan-Americanos de 2019 em Lima no Peru e o ISA Surfing Games de 2020.

As dezoito vagas do WSL CT têm uma condição a ser cumprida, de que um país não poderá classificar mais de dois atletas por gênero, masculino e feminino. Isso significa que, por exemplo, se a Austrália qualificar três atletas, apenas dois poderão ir para as Olimpíadas e a outra vaga ficará para o próximo surfista de um país diferente mais bem colocado.

Caroline Marks (USA)

Após o encerramento da temporada no Havaí, o ranking mundial da World Surf League apontará os 18 primeiros classificados para representar seus países na estreia do surfe valendo medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Todos os atletas terão que atender aos requisitos de elegibilidade da ISA e do COI (Comitê Olímpico Internacional), além dos seus respectivos Comitês Olímpicos Nacionais.

PRÊMIOS IGUAIS PARA HOMENS E MULHERES NO WSL CT

Em setembro do ano passado, a World Surf League anunciou a igualdade na premiação dos homens e mulheres nos eventos organizadores diretamente pela Liga, como o Championship Tour e outros que decidem os títulos mundiais, tornando-se a primeira liga esportiva global sediada nos Estados Unidos a fazer isso. É uma iniciativa que vinha sendo tratado como meta de longo prazo, que ganhou vida depois que nova organização da WSL assumiu em 2013. A igualdade na premiação foi inaugurada no Jaws Challenge 2018/2019, que aconteceu em novembro passado no Havaí, também já sendo implantada na primeira etapa do Circuito Mundial de Longboard, o Noosa Longboard Open na Austrállia, onde a brasileira Chloé Calmon foi campeã recebendo o mesmo valor do vencedor da categoria masculina.

Agora, o Boost Mobile Pro na Gold Coast será a primeira etapa feminina do World Surf League Championship Tour 2019, com as mulheres recebendo a mesma premiação oferecida para os homens no Quiksilver Pro. A igualdade está confirmada em todas as etapas do CT este ano e dos próximos também. A etapa de abertura da temporada 2019 vai acontecer entre os dias 3 e 13 de abril na Austrália e na Gold Coast também será lançado um programa global de compromisso para as meninas, o “Rising Tides – WSL Girls Program”, que oferecerá clínicas de surfe em cada parada do CT feminino, uma iniciativa para inspirar as próximos gerações a surfar e competir no Circuito Mundial.

Em 2019, também terá a continuação do programa “Pioneers”, que celebra as lendas do surfe feminino com uma campanha de marketing internacional para destacar as competidoras, visando aumentar a audiência dos eventos e o engajamento de fãs. Uma série de outras ativações para fortalecer o surfe feminino serão anunciadas nos próximos meses.

Todas as etapas do World Surf League Championship Tour continuarão sendo transmitidas ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook da WSL.

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João Carvalho – WSL South America Media Manager

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SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – A World Surf League (WSL) tem como objetivo celebrar o melhor surfe do mundo nas melhores ondas do mundo, através das melhores plataformas de audiência. A Liga Mundial de Surf, com sede em Santa Mônica, na Califórnia, atua em todo o globo terrestre, com escritórios regionais na Austrália, África, América do Norte, América do Sul, Havaí, Europa e Japão.

A WSL vem realizando os melhores campeonatos do mundo desde 1976, realizando mais de 180 eventos globais que definem os campeões mundiais masculino e feminino no Championship Tour, além do Big Wave Tour, Qualifying Series e das categorias Junior e Longboard, bem como o WSL Big Wave Awards. A Liga tem especial atenção para a rica herança do esporte, promovendo a progressão, inovação e desempenho nos mais altos níveis, para coroar os campeões de todas as divisões do Circuito Mundial.

Os principais campeonatos de surf do mundo são transmitidos ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo aplicativo grátis WSL app. A WSL tem uma enorme legião de fãs apaixonados pelo surf em todo o mundo, que acompanham ao vivo as apresentações de grandes estrelas, como Tyler Wright, John John Florence, Paige Alms, Kai Lenny, Taylor Jensesn, Honolua Blomfield, Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Kelly Slater, Carissa Moore, Gabriel Medina, Courtney Conlogue, entre outros, competindo no campo de jogo mais imprevisível e dinâmico entre todos os esportes no mundo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

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