Red Nose Pro 2015 Florianópolis SC

banner (Cópia)Red Nose Pro Florianópolis SC começa com 144 surfistas de 24 países

By João Carvalho | 19 de outubro de 2015 | principal

Depois de alguns dias de chuva e um sábado gelado, o Sol reapareceu na Ilha de Santa Catarina no domingo e o tempo bom deve permanecer para o início do Red Nose Pro Florianópolis SC, que começa às 8h00 da terça-feira na Praia do Santinho. Os 144 surfistas de 24 países que vão disputar o título da etapa do QS 6000 que abre a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America nesta semana, já estão escalados nas duas rodadas com 24 baterias de quatro competidores. Além dos 6.000 pontos para o ranking do World Surf League Qualifying Series, o campeão fatura 25 mil do total de 150 mil dólares que começa a ser distribuído a partir da segunda fase, quando entram os 48 cabeças de chave da competição.

Michael Rodriguez foto Luciana Martinez

Michael Rodriguez foto Luciana Martinez

Entre os 144 candidatos ao título do QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC, os estrangeiros são maioria com 100 concorrentes contra 44 brasileiros. Os Estados Unidos com vinte surfistas e a Austrália com dezenove, formam os maiores pelotões vindos de outros países. A lista das 24 nações que estarão representadas nas ondas da Praia do Santinho, prossegue com o Havaí e a França com nove competidores cada, Portugal e África do Sul com cinco, Espanha e Japão com quatro, Argentina, Chile, Costa Rica e Ilha Guadalupe com três cada, Peru e Ilha Reunião com dois e mais nove países comparecerão com um participante, a Itália, Nova Zelândia, Marrocos, Indonésia, Taiti, Uruguai, Venezuela, Porto Rico e São Bartolomeu.

Muitos surfistas chegaram antes na capital catarinense para já ir treinando nas ondas da Praia do Santinho. Alguns enfrentaram até o gelado vento sul do sábado para testar as pranchas em condições de mar mais difíceis. Um deles foi o carioca Pedro Henrique, primeiro brasileiro a conquistar o título mundial Pro Junior da World Surf League. Ele já mora em Portugal há alguns anos e passou a competir pelo país no Circuito Mundial. Pedrinho é um dos cinco portugueses inscritos no QS 6000 de Florianópolis e o mais bem colocado no WSL Qualifying Series, em 29.o lugar no ranking que está classificando até o 13.o para o WCT 2016.

“Primeiro de tudo, estou muito contente por estar de volta ao Brasil, a Florianópolis e de novo aqui na Praia do Santinho, especialmente para correr um campeonato que é o que mais adoro fazer”, disse Pedro Henrique, com muito frio após sair do mar no sábado na Praia do Santinho. “Estou tendo a oportunidade de estar com meu pai na casa da minha avó, então já estou feliz por isso também. Hoje (sábado) o vento está muito forte, o mar não está fácil, mas tem boas ondas pra surfar. A formação está boa, o banco (de areia) está bom e quando parar um pouco o vento deve melhorar, então acho que vai dar altas ondas essa semana”.

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Pedrinho é um dos 48 cabeças de chave que só estrearão na segunda rodada do QS 6000 Red Nose Pro Florianópolis SC. Ele está escalado na sexta bateria com Hiroto Ohhara, que surpreendeu o mundo ao ser o primeiro japonês a vencer um evento importante do Circuito Mundial, o QS 10000 US Open of Surfing em Huntington Beach, na Califórnia, Estados Unidos. Essa segunda fase será inaugurada pelo cabeça de chave número 1 da etapa catarinense, o paulista Alex Ribeiro, um dos cinco surfistas que já confirmaram suas vagas na elite do WCT 2016 entre os dez indicados pelo WSL Qualifying Series. Os outros são os também brasileiros Alejo Muniz e Caio Ibelli, o australiano Jack Freestone e o líder do ranking, o americano Kolohe Andino, que por motivos diversos não irão competir em Florianópolis.

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Também fazem parte da lista dos cabeças de chave os quatro estrangeiros que vão defender posições no G-10 do QS durante essa semana na Praia do Santinho, o norte-americano Kanoa Igarashi estreando na terceira bateria junto com o paulista Deivid Silva, o australiano Ryan Callinan na oitava com Ian Gouveia e os franceses Maxime Huscenot com o também pernambucano Luel Felipe e Joan Duru na 24.a e última com o catarinense Luan Wood.

Os finalistas da etapa catarinense do ano passado, disputada na Praia da Joaquina, também só entrarão na segunda fase do Red Nose Pro Florianópolis SC. O argentino Santiago Muniz está escalado na 11.a bateria com o americano Conner Coffin. Já o cearense Michael Rodrigues, que mora na Ilha da Magia, começa a defender o título na 16.a, com o baiano Marco Fernandez sendo um dos seus três adversários. Os outros dois componentes dos confrontos da segunda fase sairão da primeira rodada da competição.

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CATARINENSES – Depois de um sábado gelado, no domingo o Sol apareceu para esquentar um pouco o clima e o número de surfistas treinando na Praia do Santinho aumentou. Os catarinenses eram maioria dentro d´água, mas muitos competidores de outros estados e de vários países também dividiram o espaço reservado para o Red Nose Pro Florianópolis SC durante o longo primeiro dia do horário de verão em Santa Catarina. A arena da competição foi instalada próxima ao Costão do Santinho, considerado como o “Melhor Resort de Praia do Brasil”, que é um dos apoiadores do evento que vai agitar o extremo norte da Ilha de Santa Catarina nessa semana.

“As expectativas são as melhores possíveis para um grande campeonato nessa semana aqui no Santinho”, disse Willian Cardoso, que será o primeiro catarinense a estrear no Red Nose Pro Florianópolis SC, na quarta bateria da terça-feira com o havaiano Seth Moniz, o francês Tristan Guilbaud e o norte-americano Colt Ward. “As previsões estão ótimas e tudo indica que vai dar altas ondas durante a semana inteira. Eu venho treinando bastante e espero poder representar bem meu estado no evento. A gente sabe o quanto a Federação (Catarinense de Surf) trabalhou forte para fazer este campeonato acontecer e é superimportante para a gente que corre o Circuito Mundial ter um evento desse nível na nossa casa. Então, só temos que agradecer a todos que estão envolvidos na realização do evento e agora é torcer para que dê Sol e altas ondas para todos poderem mostrar o seu melhor dentro d´água”.

Assim como Willian Cardoso, outro catarinense que também já chegou perto de entrar na divisão de elite da World Surf League em algumas temporadas foi o campeão brasileiro de 2010, Jean da Silva. Ele também é um dos 96 surfistas escalados na primeira fase do Red Nose Pro Florianópolis SC e vai estrear na 22.a das 24 baterias, contra o venezuelano Francisco Bellorin, o norte-americano Ian Crane e o português Eduardo Fernandes. Jean também treinou nas ondas da Praia do Santinho no domingo ensolarado na Ilha de Santa Catarina.

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“Eu cheguei aqui ontem (sábado) e o vento sul estava mais forte, achatando um pouco as ondas. Agora (domingo) o vento diminuiu, mas as ondas ainda não têm um tamanho legal para o Santinho mostrar o seu potencial”, analisou o catarinense Jean da Silva, que ocupa uma modesta 101.a posição no ranking do WSL Qualifying Series esse ano. “Pelo menos, deu pra ver que a bancada (de areia) está boa e assim que chegar o swell (ondulação) vai dar boas ondas. Estou com uma boa expectativa, com boas pranchas e treinando bastante para conseguir um bom resultado nesse evento para poder melhorar minha posição no ranking”.

O QS 6000 Red Nose Pro 15 Florianópolis SC tem o patrocínio master da Red Nose, com apresentação do Costão do Santinho Resort Golf & Spa, patrocínio do Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, copatrocínio da Prefeitura de Florianópolis e Fundação Municipal de Esportes e apoio de Mini Kalzone. O evento é homologado pela WSL South America e organizado pela Federação Catarinense de Surf (FECASURF) com apoio da Associação de Surf Ingleses e Santinho (ASIS), divulgação oficial do site Waves e Revista Fluir, com transmissão ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

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SOBRE A RED NOSE – A Red Nose foi criada em 1996, quando o idealizador da marca conheceu o Pitbull Red Nose, o “puro pitbull”, uma raça até então pouco conhecida. Foi inspirada na agilidade, força, atitude e coragem deste animal que nasceu a Red Nose, uma das marcas mais Xtremes do mundo, dos esportes de ação mais intensos e radicais. Começou apoiando as lutas de Jiu Jitsu e MMA, depois outras modalidades como o Big Surf, Skate, Caiaque, Paraquedismo, Motocross e Motorsports, se incorporaram ao team Red Nose Xtreme. Em 2014 promoveu o seu primeiro evento internacional de surf, o Red Nose Pro Junior em Baía Formosa (RN), agora estreia no calendário mundial do World Surf League Qualifying Series com a etapa do QS 6000 em Florianópolis (SC).

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PERNA BRASILEIRA – O Red Nose Pro Florianópolis SC vai abrir a “perna brasileira” de fim de ano da WSL South America nesta semana na Praia do Santinho, extremo norte da Ilha de Santa Catarina. Na próxima, acontece outra etapa do QS 6000 na Bahia, o já tradicional Mahalo Surf Eco Festival do dia 27 a 1.o de novembro na Praia da Tiririca, em Itacaré. Já a última parada antes do encerramento da temporada na Tríplice Coroa Havaiana, será novamente na etapa do QS 10000 de São Sebastião, marcada para os dias 2 a 9 de novembro na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE – a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.

IV Fórum Internacional Alternativas Sustentáveis na Produção de Pranchas de Surfe

Além das disputas dentro d´água, o tema sustentabilidade receberá uma atenção especial no Red Nose Pro Florianópolis SC, com a realização de um fórum de debates com a comunidade do esporte das ondas, visando fomentar o desenvolvimento de métodos produtivos sustentáveis na fabricação de pranchas de surfe, assim como propor alternativas para recuperar os resíduos sólidos gerados nas diversas etapas de produção.

Durante o campeonato, os bolsistas do IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) realizarão uma pesquisa para investigar a responsabilidade ecológica dos surfistas e do público presente na Praia do Santinho. O IV Fórum Internacional Alternativas Sustentáveis na Produção de Pranchas de Surfe será realizado na quinta-feira, 22 de outubro, das 17h00 as 19h00 na Praia do Santinho. Os palestrantes serão a Professora Elivete Prim sobre Resíduos Sólidos e o Bolsista Paulo Eduardo sobre Sustentabilidade na Produção de Pranchas de Surfe.

Mais informações com o próprio Paulo Eduardo pelo marbrasetmundi@gmail.com

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