Brasileiros ficam nas quartas de final e Tim Reyes vence o Prime da África

reyes (Copiar)A próxima etapa importante na batalha pelas vagas no G-10 do ASP Qualifying Series será nos Estados Unidos

ASP South America
As ondas subiram para 6-8 pés no domingo para fechar o Mr. Price Pro Ballito em condições desafiadoras em Willard´s Beach. Os brasileiros Filipe Toledo, 19 anos, e Jadson André, 24, ficaram nas quartas de final que abriram o último dia e o norte-americano Tim Reyes, 31, faturou os 40 mil dólares da vitória no ASP Prime da África do Sul. A decisão contra o australiano Matt Wilkinson, 25, foi encerrada em 15,44 a 14,70 pontos.

Com o título na segunda etapa de 6.500 pontos do ano, Reyes saltou da 131.a para a quinta posição no ASP Qualifying Series. O vice-campeão também entrou na lista dos dez surfistas indicados pelo ranking de acesso para a elite dos top-34 do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour com os 5.200 pontos que marcou, subindo do 108.o para o 11.o lugar na classificação geral das onze etapas completadas em KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Depois do day-off no sábado de ondas pequenas, o mar mudou bastante no último dia e Filipe Toledo não conseguiu repetir os aéreos que lhe renderam as duas únicas notas 10 do Mr. Price Pro Ballito esse ano. No domingo, os tubos arrancaram as maiores notas dos juízes e as condições estavam difíceis para os dois competidores do primeiro duelo do dia, mas o português Tiago Pires teve mais sorte na escolha das ondas para derrotar por 13,00 a 11,60 pontos o recordista absoluto do campeonato, Filipe Toledo. Tiago depois perdeu para o campeão Tim Reyes na semifinal, mas também deu um grande salto no ranking com os 4.225 pontos que computou, saindo da 109.a para a 15.a posição no ranking do ASP QS.

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O potiguar Jadson André entrou na terceira bateria do dia e surfou bem contra o australiano Adam Melling. Com os 14,74 pontos que totalizou, poderia ter vencido todas as outras três baterias das quartas de final, menos a dele, pois seu oponente fez maior o placar do dia – 16,17 – para tirar o último brasileiro da disputa do título na África do Sul. Mesmo assim, Jadson já havia cumprido sua meta, que era entrar no G-10 do ASP Qualifying Series. No momento, ele está fora do grupo dos 22 primeiros colocados no WCT que são mantidos na elite para o ano que vem e agora vai garantindo sua permanência pelo ranking de acesso do ASP World Tour.

É a mesma situação de Matt Wilkinson, que passou por dois australianos no domingo para conquistar o seu melhor resultado na temporada 2014. A primeira vítima foi Jack Freestone e a segunda Adam Melling, quando ele surfou um tubaço nota 9,9. Na grande final, Wilkinson também fez a melhor onda da bateria, que valeu nota 9,2. No entanto, na soma das duas notas computadas, o veterano Tim Reyes, que já foi top do WCT e depois se tornou um big-rider especialista em ondas grandes, superou o australiano com o 7,17 e 8,27 recebidos em suas duas melhores apresentações.

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“Esta é definitivamente a maior vitória que já tive na minha vida”, vibrou o norte-americano Tim Reyes. “Eu sabia que o Matt (Wilkinson) ia receber uma nota alta naquela onda que ele surfou. Mas, eu tive um sonho a poucos dias que eu estava na final e teria que ter paciência que a onda viria para mim. Foi assim em quase todas as baterias que disputei aqui e aconteceu de novo, quando eu consegui aquela nota 8,25 no final que me garantiu a vitória”.

Caio Ibelli

Caio Ibelli

O curioso é que Tim Reyes ficou sem surfar por dez semanas por causa de uma contusão no ombro e só voltou a pegar ondas duas semanas antes do Mr. Price Pro Ballito. Com o salto que deu do 131.o para o quinto lugar no ranking do ASP Qualifying Series, ele agora passa a ter chances reais de se requalificar para o WCT. “É muito cedo ainda e só quero manter a concentração em uma etapa de cada vez, bateria por bateria, para depois ver o que vai acontecer”, disse Reyes.

O australiano Matt Wilkinson foi o destaque do domingo de grandes ondas em Willard´s Beach e ganhou novo ânimo com o vice-campeonato na África do Sul, pois não vinha conseguindo bons resultados nas etapas do Samsung Galaxy ASP World Championship Tour esse ano. Ele agora passou a ocupar a penúltima posição no G-10 do ASP Qualifying Series, que está indicando até o 12.o colocado, Patrick Gudauskas, dos Estados Unidos. Isto porque o líder Adriano de Souza e o também brasileiro Filipe Toledo, fazem parte dos top-22 que são mantidos no WCT e dispensam a classificação pelo ranking de acesso.

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BRASIL NO G-10 – Ainda assim, o Brasil é maioria na lista do G-10 atualizada após o resultado do ASP Prime da África do Sul, com três surfistas – o paulista Wiggolly Dantas em terceiro lugar, o catarinense Tomas Hermes em sétimo e o potiguar Jadson André em oitavo. As outras vagas estão sendo ocupadas pelos australianos Matt Banting em segundo no ranking e Matt Wilkinson em 11.o, o neozelandês Billy Stairmand em quarto, os norte-americanos Tim Reyes em quinto e Patrick Gudauskas em 12.o, o havaiano Keanu Asing em sexto e o único representante da Ilha Guadalupe no Circuito Mundial da ASP, Charles Martin, que ocupa a nona posição.

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A próxima etapa importante na batalha pelas vagas no G-10 do ASP Qualifying Series será nos Estados Unidos, que vai promover o terceiro ASP Prime de 6.500 pontos do ano, o tradicional Vans US Open of Surfing em Huntington Beach, na Califórnia, que no ano passado foi vencido pelo catarinense Alejo Muniz. Antes desta prova que começa em 26 de julho e vai até 3 de agosto, tem uma etapa do ASP 4-Star de 1.000 pontos nesta semana no México, de 8 a 12 de julho em Acapulco, além de uma do ASP 3-Star de 750 pontos nos dias 14 a 21 de julho no Japão.

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